Para ler ouvindo: Beira mar – Gilberto Gil Zézim, ninguém te ensinará os caminhos. Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, … Continue reading »
Abril: obrigada e adeus.
Para ler ouvindo: Something – Frank Sinatra Ando muito completo de vazios. Meu órgão de morrer me predomina. Estou sem eternidades. Não posso mais saber quando amanheço ontem. Está rengo de mim o amanhecer. Ouço o tamanho oblíquo de uma folha. Atrás do ocaso fervem os insetos. Enfiei o que pude dentro de um grilo … Continue reading »
Breve tentativa de aspirar o pó da sala e Susan Sontag de presente pra mim.
Para ler ouvindo: Juízo final – Clara Nunes Ouvindo Clara Nunes, tentando me entender com o aspirador de pó na sala, toca o interfone. Entrega. Ah, os Diários de Susan Sontag. Primeiro que qualquer entrega em casa pra minha pessoa já faz nascer um sorriso do tamanho inteiro da boca, pode ser comida chinesa, … Continue reading »
Post sem receita é meu gritinho de liberdade.
Era uma vez uma Ana Bolena que achava que tinha que falar de comida em todo post do seu blog Conversa Temperada. De onde ela tirou essa ideia não se sabe, mas por conta do pensamento zombeteiro ficou meses sem tratar do seu querido espaço. O blog ficou triste, murchou, tadinho. Até que um dia … Continue reading »
Do desejo/Hilda Hilst/vinho/giz de cera/sexta em casa e agora sono
Ver-te. Tocar-te. Que fulgor de máscaras. Que desenhos e rictus na tua cara Como os frisos veementes dos tapetes antigos. Que sombrio te tornas se repito O sinuoso caminho que persigo: um desejo Sem dono, um adorar-te vívido mas livre. E que escura me faço se abocanhas de mim Palavras e resíduos. Me vêm fomes … Continue reading »
Pensando Chai.
ARTE DO CHÁ ainda ontem convidei um amigo para ficar em silêncio comigo ele veio meio a esmo praticamente não disse nada e ficou por isso mesmo ~ Paulo Leminski Ando pensando Índia. Ayurveda, yoga, meditação, estupros coletivos, machismo, nascidos em bordéis, massagem, especiarias, cores. Tudo ao mesmo tempo agora. Tudo convivendo nem tão harmonicamente … Continue reading »
Para Bia, um bife perfeito
Sociedade O homem disse para o amigo: — Breve irei a tua casa e levarei minha mulher. O amigo enfeitou a casa e quando o homem chegou com a mulher, soltou uma dúzia de foguetes. O homem comeu e bebeu. A mulher bebeu e cantou. Os dois dançaram. O amigo estava muito satisfeito. Quando foi … Continue reading »
Tem dias em que é melhor não arriscar: spaghetti ao pesto de rúcula e castanha do pará
Belo belo minha bela Tenho tudo que não quero Não tenho nada que quero Não quero óculos nem tosse Nem obrigação de voto Quero quero Quero a solidão dos píncaros A água da fonte escondida A rosa que floresceu Sobre a escarpa inacessível A luz da primeira estrela Piscando no lusco-fusco Quero quero Quero dar … Continue reading »
Tempo, Oscar, rolinhas. Comendo a panqueca dos dias úteis…
À vida falta uma parte seria o lado de fora para que se visse passar ao mesmo tempo que passa e no final fosse apenas um tempo de que se acorda não um sono sem resposta. À vida falta uma porta. ~ Ferreira Gullar Coisa boa é ter tempo. Pra tomar café da manhã ouvindo … Continue reading »
Aos solitários… sanduíche. E alma. E calma.
Nessa vida eu tenho sido sempre muito F. Pessoa quando ajo como quem tem muita alma e nenhuma calma. E muito Pirandello sendo essa coisa assim… incandescente.Posso falar? É intenso, é explosão… e também é desgaste. Em outras ocasiões vou pro extremo oposto: nenhuma alma com toda a calma. De verdade? Assim detesto e não … Continue reading »
Falsa psicologia das plantas e um sanduíche de panquecas
Gritei com o pintor: “Mas o senhor não sabe que as plantas sentem dor que nem a gente?” O homem ficou me olhando tão pálido quanto aquele vizinho. ~ Caio Fernando Abreu Pensando nas plantas que nascem em terrenos secos demais, arenosos, pedregosos, difíceis. Que “temperamento” elas têm que possuir para conseguir sobreviver? Resilientes, guerreiras, incansáveis. … Continue reading »
Café de verão e a felicidade falsa das (minhas) fotos de facebook
Dia 02/01/2013. O ano nem começou a engatinhar e eu já cataploft na realidade. Passou natal, réveillon, lentes cor de rosa e tal. Agora já tive vontade de pegar meu demaquilante, expor olheiras, pintas, manchas e rugas de preocupação. E andei pensando na felicidade falsa das fotos de facebook. Das minhas, digo. Nem vim aqui … Continue reading »
Eu quero a esperança de óculos.
(ouvindo: Elis Regina – Casa no campo) Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. … Continue reading »
Paixão por cerejas você vê por aqui.
(ouvindo: Grimes – Vanessa) sabor cereja minha boca a tua deseja ~ Carlos Seabra
Quem convidou o verão?
Ah, a beleza tranquila das noites de sábado passadas em casa, vendo filmes e bebendo água tônica. E ouvindo Yuna – Here comes the sun, porque a dona dessa cozinha tem uma queda por vozes pequeninas e melodiosas. Na barriga uma grande salada composta de alface americana, rúcula, lâminas e ramas de cenoura (tô numa … Continue reading »